“Cães de pés
curtos” e cães com uma cabeça curta.”
Um cão nobre,
membro da realeza, com direito a serviçais, no século II A.C. Oriundo da China,
era chamado de cão Pai nos primeiros registros da raça. Descreviam como cão
compacto, de patas e focinho curto.
Acredita- se
que a raça é uma mistura de Pequinês e Mastins. Tendo possibilidade de seus
ancestrais serem Pequinês e Spaniel Japonês, porém nessa época na
China, havia uma grande mistura de raças, sendo as populares.
Em 950 D.C. o
imperador Kang Hsi, fez um dicionário com os símbolos e neles tinham duas
descrição para a raça: “cães de pés curtos” e cães com uma cabeça curta.”
Por volta de
1300 D.C. havia três raças Lo- sze, Lion Dog e Pequinês que cruzavam frequentemente (que são os possíveis
ancestrais do Pug) e começou a nascer cães de várias formas diferente na mesma
ninhada.
Mais tarde foi
negociado para Europa, sendo levado primeiro por holandeses, e depois ingleses
que deram uma definição a raça.
Logo em
seguida como símbolo de ostentação, era encontrado no colo das nobrezas na
Itália, França, Espanha e Alemanha.
No Brasil, o
Pug só ganhou repercussão, após o Filme MIB “Homens de Preto,” no qual tinha um
Pug falante, todo de paletó fazendo missões secretas. Depois dessas estreia
podia- se ver famosos e gente da elite passearem com seus Pugs, e um deles era
o estilista Clodovil e a socialite Vera Loyola.
Pug de vários nomes
Devido a sua
popularidade em vários países, foi ganhando nomes diferentes e significados em
cada um deles. Na França é chamado de Carlin,
por seu rosto enrugado lembrar a máscara preta do ator Carlo Bertinazzi. Na Itália absorveram o mesmo nome da França com
pronuncia errada Carlino. Mops, na Alemanha, que significa aspecto
franzino. Os ingleses que os batizaram como Pug ou Pug Dog, que significa cão
de minuto.
Característica do Pug
De cabeça
curta, cheia de rugas profundas, com olhos escuros, saltados, arregalados, redondos
e brilhantes, parecendo que vai chorar o tempo todo. Com o focinho curto e
achatado, que o faz roncar e muitas vezes é necessário encostar pra poder
sentir bem e reconhecer o cheiro. Sua boca é pequena, com tendo latido rouco e
curto. Orelhas para baixo, dando um ar de tristeza. Pernas curtas. E a calda é enrolada.
Seu corpo é
quadrado, compacto musculoso e pesado. Pesando em média entre seis a oito
quilos. O tamanho do Pug é entre vinte e cinco a vinte e oito centímetros.
Pertence à classe de cães de pequeno porte. Com expectativa de vida de treze a
quinze anos.
A pelagem do
Pug é curta, fina, lisa, macia e brilhante. Na coloração abricó e preto.
Personalidade e Comportamento do Pug
É o
verdadeiro cão de companhia, dócil, fiel, ciumento, de um apego enorme pelo
dono que nem faz festa com outras pessoas. Não gosta de solidão. Relaciona- se
bem com crianças e outros cães. Logo se acostuma com pessoas e ambientes
estranhos.
Seu sedentarismo,
o leva a engordar, é um cão de pouco exercício, de passeios curtos em horários
mais fresco, sendo o único meio de não leva- ló a obesidade.
O Pug faz
vários barulhos diferentes, desde o roncar, gemer quando sonha, latir rouco
quando fica de alerta e latir agudo e longo quando quer se comunicar. Sua
respiração ofegante, chega a incomodar.
O cão de colo
adapta- se bem em lugares menores, como apartamentos, até mesmo porque eles não
precisam de muito espaço.
Cuidados com o Pug
O Pug é um
cão que exige cuidados diário, é um cão de ambiente interno, que precisam de um
pouco mais de atenção. Suas rugas devem ser lavadas no mínimo três vezes por
semana, com soro fisiológico, e se certificando que ficaram bem limpas e seca.
Assim evita proliferação de fungos e mau cheiro.
Sempre dá
ração de boa qualidade, são cães bom de boca, é importante que o dono controle
a alimentação para evitar a obesidade canina. Evitar alimentos gordurosos,
condimentados e doces. A água limpa e fresca sempre à disposição.
Seu pelagem
curta solta em abundancia, deve ser escovado no mínimo uma vezes por semana pro
seu pelo ficar bonito, e banhos uma vez ao mês é o suficiente.
Os olhos do
Pug também necessitam de cuidados especiais, por lagrimejarem muito, precisam ser
limpados a cada três dias com soro fisiológico e ter o cuidado em secar os
cantos e as dobrinhas para que não fique úmidas. Em caso de qualquer secreção
ocular consultar o veterinário.
Problemas de saúde do Pug
O Pug é uma
raça bem saudável, porém predisposto a doenças, por ser uma raça razoavelmente
frágil, necessita de atenção redobrada.
Os seus olhos
por serem expostos devem ter cuidados tanto na limpeza, quanto na brincadeira,
pois é com muita facilidade que pode ser alvo de unha ou qualquer de coisa com
ponta, possibilitando doenças ocular.
O focinho achatado
gera uma má respiração, contendo pouco folego, empatando sua própria
resfriação, é necessário que evite mudanças climáticas (lembrando que o Pug é
um cão de convívio interno), podendo levar à hipotermia, não é resistente a
temperatura elevada e nem ao frio elevado, é necessário o uso de agasalho.
O choque
térmico pode deixa- ló com renite alérgica, acompanhado de espirros, secreções
nasal, para evitar é secar bem o Pug após o banho e só deixar- ló sair de casa
após trinta minutos.
As dermatites
são outro problema, mas vem na questão de cuidados, nem sua pelagem e nem suas
rugas podem ficar úmida, tem que secar bem.
O
sedentarismo torna o cão obeso, que é de muita facilidade, já que é uma raça
musculosa, e esse sobrepeso pode gerar problemas gravíssimos como coração,
pulmão, diabetes, dores musculares e nas articulações.
Em casos
raros nascem com uma má formação genética chamada de meningoencefalite do Pug,
é uma inflamação no cérebro que não tem cura.
Os primeiros passos: Filhotes
Diferente do
sedentarismo dos adultos, os filhotes detestam a zona de conforto, eles são
muito divertidos, brincalhões, espertos e cheios de energia pra gastar.
É importante
que desde de filhote já ensine as regras do lar, pois tende aprender melhor
precocemente e tornam cães educados e obedientes.
A pelagem é
mais escura quando pequeno, e vai clareando no decorrer dos anos. Na cor bege
(abricó) é mais escura na região da cabeça e dorso.
Fêmeas
As mamães são
de boa reprodução, na escala de 60% normal e 40% inseminação, em alguns caso
necessitam de parto cesáreo, ou pela quantidade, ou pelo tamanho da cabeça dos
filhotes, e quando o parto é normal é preciso ajuda- ló com a placenta, nascem
em média de 4 a 6 por ninhada.
O Pug não é
uma boa mãe, não tem vocação pra cuidar de seus filhotes, não é aconselhável
deixar os filhotes junto com a mãe, ela demora reconhecer seus filhos e pode
machuca- lós, o que é mais viável fazer é leva- lós para amamentar a cada duas
horas.
Lendas e Mitos
Segundo a
lenda, Josefina, esposa de Napoleão Bonaparte, era apaixonada pelo seu cão de
companhia, fazia todos os seus caprichos, o cão tinha até serviçais só pra ele.
O Pug, por sua vez, com seu ciúme não permitia desgrudar nem se quer um minuto
da dona, no qual, muitas vezes pela falta de simpatia pelo Imperador o impediu,
de visitar o aposento de sua esposa.
Curiosidades
A facilidade
de adaptação que o Pug tem, torna a raça uma excelente companhia para crianças
e pelo seu sedentarismo é indicado para idoso.
Função de
origem: cão de colo. Pertence ao grupo do AKC (toys).
Oficialmente
reconhecida em 1883, pelo Kennel Club.
Encontra- se
em 53ª no ranking de pesquisas de inteligência canina. Precisam de quinze a
vinte repetições para compreensão e seu nível de obediência é intermediário. Em
geral, respondem aos comando em 50% na primeira vez. É importante treinar desde
pequeno para que tenham mais obediência e para que ele tenha o habito de aprender.
No século
XIX, foi encontrado na Europa, algumas exemplares de Pug com a pelagem branca
ou com manchas brancas, esses exemplares foram extintos no decorrer do passar
do tempo com o cruzamento de diversas cores, ficando predominante o abricó e o
preto.
A desvantagem
do Pug é seu alto valor de compra, o preço de um exemplar custa entre 1.500,00
a 3.000,00 reais. A grande vantagem que existe uma economia nos custo do pet
shop, por ser uma raça de pequenos gastos.
Dentição
prognata superior, é um desalinhamento da mandíbula, vai pra frente cobrindo a
maxilar, é uma espécie de atrofiamento, resultando a mandíbula maior que o
maxilar.

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