Significado
do nome: “Pele de areia,” “Pele de lixa.”
O Shar Pei
encanta com suas rugas, mas não é indicado para criadores de primeira viagem. É
preciso tomar conhecimento de sua raça. Seu grupo é AKC (não esportista), sua família
pertence a cão das montanhas, cão de guarda, isso explica seu forte
temperamento.
História
Não se sabe
ao certo a descendência do Shar Pei, pelas características identificam que
tenha o mesmo ancestral que a raça Chow
Chow, por tem a língua da mesma cor preto- azulado. Peças de artesanato e
documentos do século 13 mostram a existência de um cão enrugado, e seu
surgimento deve ter em media uns 300 a.c, apesar de suas características atuais
são bem diferentes, na época eram bem altos.
Pertencente a
China, o Shar Pei foi reconhecido em 1968, pelo Kennel Club de Hong Kong. Mais
tarde em 1974, devido uma perseguição chinesa, houve uma matança de cães, pois
ter muitos cães era artigo de luxo e tinha que pagar impostos e assim foi para o
livro dos records (Guinnes Book) como
o cão mais raro do mundo. Ainda na década de 70 sua raça chegou a América em
poucas espécies, em média de 70 exemplares e com o anúncio de sua raridade
alertou os protetores de animais em extinção, tornando-o popular no mundo
inteiro.
Por ser um cão
eficiente, não era um cão que pertencia a elite, trabalhava com os camponeses
nas fazendas, caçando javalis, guardando rebanhos, cães de guarda, serviam de
companhia por sua lealdade, e infelizmente por ter seu corpo robusto também
eram conhecidos por ser cães de briga, nos combates praticados na China.
Características do Shar Pei
Com olhos
escuros e amendoados e com orelhas triangulares coladas a cabeça grande e
pesada parece sempre está cansado e triste, apesar de ser um cão alegre. Sua
pele solta, com rugas espalhadas por todo corpo (mais visíveis em filhotes),
dificulta abocanhadas de adversários. Nos adultos suas dobras são na cabeça e
na cernelha. Seu pelo é curto de textura áspera, chegando até machucar peles
sensíveis, e tem a finalidade de incomodar rivais de combate. De focinho largo’
e lábios carnudos com a língua e céu da boca preto- azulado, como o Chow Chow que também é uma raça de
origem chinesa.
Seu tamanho é
médio entre quarenta e cinco centímetro a cinquenta centímetro de altura, as
patas são compactas e fechadas, sua calda grossa é feito arco bem no alto do
traseiro.
Sua
expectativa de vida é de nove a onze anos. Pesando de dezesseis a vinte e cinco
quilos.
Personalidade e Comportamento do Shar
Pei
É
autoconfiante, independente, eficiente, como um cão protetor. O Shar Pei é de
personalidade mista, gosta de ser reservado, desconfiado com estranhos e
inexpressivos, latindo somente quando necessário jeito de quem faz a guarda em
silêncio. Mas seu comportamento é tranquilo, quem conhece a raça sabe que é de
infinita lealdade a sua família, uma de suas vantagens é o companheirismo.
Quando
filhotes são teimosos, precisam de pulso forte para educa- lós para não ter
problemas de obediência no futuro. É uma raça que adora brincar, essa é uma das
virtudes que se estende até a fase adulta, deixando seus donos babões, dizem
que quem tem um Shar Pei sempre quer mais.
Como identificar um Shar Pei?
Presença
rugas largas, sempre na vertical e nunca na horizontal, com pelagem macia para
quem acaricia no sentido do pelo e áspero para as caricias de sentido ao
contrário. Encontra- se em cores sólidas: preto, vermelho- castanho fulvo-
avermelhado, fulvo- claro e creme ártico.
Ronca o dia
todo, devido o excesso de carne no rosto. Late pouco. É brincalhão. Caseiro. Adapta-se
a pouco espaço, mas também necessita de ar livre, podendo ficar entre quintal e
dentro de casa.
Necessita de
passeios e brincadeiras diárias para evitar o estresse, basta de quinze a vinte
minutos de brincadeira é o suficiente para seu dia.
Apesar de ser
cão de guarda, se adequam a crianças, mesmo não aguentando o pique delas. Com
extinto de protetor, sempre quer ficar deitados ao lado dos donos.
Sua cabeça e
focinho são grandes, sendo um pouco desproporcional ao corpo.
Saúde e cuidados com o Shar Pei
Um dos
cuidados com o Shar Pei é a ração balanceada, é a primeira prevenção aos
problemas de pele. Devido suas dobras ser bem avantajadas tem a facilidade de
acumular sujeira e umidade, levando a adquirir doenças de pele como seborreia,
dermatite, micose, podendo ocasionar lesões (feridas), é importante manter o
animal sempre limpo e seco. É indicado que o dono sempre após o banho secar bem
as dobras com uma toalha e deixa- ló exposto ao sol para que seque
completamente a pelagem. Bastando uma escovação por semana.
Outra
preocupação muito importante é o Entrópio, causado por suas rugas na cabeça
fazem que elas caem em cima de suas pálpebras que empurram os cílios para
dentro dos olhos prejudicando a visão causando irritações, lesando a córnea e
podendo até deixa- ló cego. A maneira mais adequada para evitar esse tipo de
problema é fazer uma mini cirurgia plástica no cãozinho quando ainda filhote,
pois sua musculatura ainda está flexível, são três pontos nas pálpebras para
que forme as pregas, evitando assim que elas caíam sobre os olhos. Em casos de
adultos é necessário consultar o veterinário para a melhor possibilidade de
evitar a irritação.
Outro detalhe
é o mau funcionamento de seus rins e fígado, que não liberam as toxinas corretamente,
causando assim febre alta e dores nas juntas e musculaturas que dificulta
movimentos, é uma doença que não tem cura e nem tratamento, sua febre é
passageira, podendo ir e voltar a qualquer tempo, podendo ser causador de sua
morte, segundo pesquisas, a causa é de problemas na sua genética.
Devido sua
pele grossa e abundante o Shar Pei retém muito calor em sua pele, tende a
hipertermia, que é a elevação de temperatura e essa pode ser fatal. Aconselha-
se e banho de sol no período da manhã, e evitar atividade física e treinamentos
exposto ao período do sol mais intenso.
A fêmea tem
cios irregulares podendo dificultar acasalamentos, a maioria das vezes seu
primeiro cio acontece depois dos quinze meses de idade. Ela também é
predisposta a esterilidade (em casos extremos) devido ao hipotireoidismo que a
raça pode apresentar, é uma insuficiência da atividade fisiológica da glândula
tireoide, causando a perca de pelo e engrossamento da pele.
Mudanças genéticas
Mesmo com as
mudanças o Shar Pei é considerado o cão mais enrugado do mundo, os chineses deram
inicio as primeiras alterações da raça, no ano de 1994 a Federação Citológica
Internacional, mudou alguns padrões da espécie, uma delas foi à redução das
dobras, na fase adulta ficaria somente com as rugas da cabeça, pescoço e
ombros, retirando do dorso e tronco.
Outra
alternância do modelo padrão foi à cabeça, os primeiros exemplares da raça
tinha a cabeça bem maior que o corpo deixando- a desproporcional. Também houve
redução na altura e no peso, igualando sua estrutura.
História da avaliação da exposição de
Shar Pei
A primeira
fase o Shar Pei era bem pesado, enrugado, robusto, com a cabeça grande e
focinho largo e grande parecendo de um hipopótamo. Mas os chineses, mesmo
deixando a raça entrar em extinção, inconformados reivindicaram, alegando que
esse modelo não era de sua origem, que raça real tinha cabeça e focinho
parecido com um sapo, pernas alongadas, de estrutura leve, com bem menos rugas.
E tudo que fosse de focinho grande, com muitas rugas, passou a ser faltas
graves em campeonatos.
Só que os
criadores de excelente exemplares ficaram com os cães diferentes e feios, não
admitiram que os chineses interferissem nos padrões já que quem criava era
pessoas do Ocidente. Dando- se início a segunda fase, onde eles foram a luta
pelos padrões do Shar Pei, voltou a ser um tamanho menor, com rugas na cabeça e
barbela, de cabeça e focinho grande parecendo um hipopótamo.
Os primeiros passos: Filhotes
Umas das
características básicas dos filhotes de Shar Pei é que ele não nasce enrugado,
com dez a quinze dias começam a aparecer às dobrinhas na pele e daí em diante o
pelo passa a crescer rápido. O focinho já nasce com o traço da raça gordinho e
grande.
Mitos, lendas
O símbolo da
longevidade era nisso que os chineses acreditavam que suas rugas representavam,
era uma característica importante, pois só os felinos (tigres e leões) tinham a
marca da longevidade, Nos cães só na raça Mastiff.
Curiosidades
Alguns
criadores cruzam exemplares de excelente qualidade da raça e durante seu
crescimento desenvolvem com pelos grandes, é o que eles chamam de Bercolt. Segundo esses criadores essa
origem de pelo maior é de seus ancestrais que também são os mesmo da raça Chow Chow, o pelo não fica tão grande
para se comparar um, mas dizem que vem da mesma origem.
Na década de
80, Xuxa, a rainha dos baixinhos lançou uma musica “Meu Querido Xuxo” em
homenagem ao seu Shar Pei, Xuxo.

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